A Fada

Etérea, ela desliza em seu lençol astral
Vestida por um aglomerado de cor
Tão ela, tão preenchida por seu temor
Camuflado pelo semblante angelical

Expira, a fragrância que as flores olentes
Atadas ao seu suntuoso manto
Singelas, talvez por arte ou por encanto
Exalam à pele alva contentes

Divina, cerra os olhos como num sinal
De que em meio ao seu doce sabor
Se dos orbes aos lábios eu for
Sorverei o seu sumo lacrimal

Serena, cada cacho perfeito e definido
Causa-me inveja por tão inocentes
Percorrerem o tenro corpo lascivo.

Beatriz Zanon Amaral

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